Parque da Cidade: um lugar para estudar, contemplar a natureza e cuidar dela

O Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte, em Natal, é um dos espaços livres mais bonitos da cidade. Primeira Unidade de Conservação Municipal, integra o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) e tem como objetivos principais preservar a fauna e flora, realizar pesquisas e promover a educação ambiental.

Nos seus 136 hectares de mata preservada, existem 269 espécies da flora nativa, distribuídas em 71 famílias e 201 gêneros. Sete das espécies estão ameaçadas de extinção: Apuleia leiocarpa (Vogel), Beer (Xinxózinho), Cattleya granulosa Lindl (Orquídea-catleya), Cryptanthus zonatus (Visiani), J.F.Macbr (Garapa), Melocactus violaceus Pfeiff (Coroa-de-frade) e Paubrasilia echinata Lam (Pau-brasil). Há o registro de 65 aves, número coletado entre abril e junho de 2007.

A beleza natural aliada à beleza do projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer,  Anna Maria Niemeyer e Jair Valera fez surgir o Parque da Cidade, cuja inauguração se deu em julho de 2008. Entretanto, com a existência de obras inacabadas, ficou poucos meses à disposição da população. Somente em junho de 2014 houve a retomada dos serviços prestados, através do que dispõe em suas instalações: Memorial Natal, Centro de Educação Ambiental, Centro de Pesquisa, um museu taxidérmico, biblioteca, auditório e duas salas de aula, além de trilhas e espaços para atividades físicas.

Sala de Exposição do Centro de Pesquisa 

Destaca-se a Torre, uma obra com altura de 45 metros, equivalente a um prédio de 12 andares. Esta abriga o Memorial Natal e funciona como mirante, onde se contempla bela e extensa paisagem. Além dos objetos antigos, o Memorial utiliza-se de novas tecnologias da informação para proporcionar aos visitantes abordagens de temas relacionados ao patrimônio material e imaterial que faz parte da história da cidade e da identidade do povo potiguar. No alto da edificação, um ‘grande olho’ observa o céu, as dunas, a fauna e a flora, a beleza da vida urbana, as pessoas, os costumes, festas e celebrações.

Aulas de Ciências da Natureza: o Sistema Solar no Parque

Em uma das trilhas pavimentadas, uma réplica em escala do Sistema Solar ilustra o afastamento dos planetas em relação ao Sol. Modelos como este auxiliam na compreensão de conceitos fundamentais de Ciências da Natureza, tornando atrativas as aulas no ensino fundamental e médio. Como complementação, o site “Astronomia no Zênite”, editado por José Roberto Costa, traz informações sobre este e outros temas e apresenta propostas de atividades para os educadores.

Montado em caráter permanente, o modelo existente no Parque está na escala 1:7.000.000.000, ou seja, é 7 bilhões de vezes menor que o Sistema Solar real. Os marcos da escala são placas de sinalização correspondentes ao Sol e aos oito planetas, além dos planetas anões Ceres e Plutão.

O percurso completo é de 875 metros. Ao todo, são doze placas. A primeira faz uma apresentação dos objetivos do projeto e segue por onze pilares naturais, onde se lê sobre os astros, o tamanho destes na escala e a distância percorrida pelo caminhante desde o Sol.

Praça do Sol: início do percurso do Sistema Solar no Parque

Trabalhos prestados à comunidade

Dentre as atividades culturais – como exposições artísticas e eventos musicais – educacionais e de lazer oferecidas aos estudantes, pesquisadores e comunidade em geral, convém mencionar o serviço prestado pela Biblioteca, cujo acervo se constitui de obras sobre Meio Ambiente, Política e Planejamento, Direito, Geografia do Brasil, Turismo, Gestão Ambiental, Ecologia, História do Brasil, livros em braille e coleção para crianças e adolescentes. O local é extremamente convidativo para estudar e apreciar a natureza.

Em fase inicial e digno de total atenção encontra-se o Centro de Produção de Mudas de Espécies da Mata Atlântica, tendo por finalidade a socialização do conhecimento e proteção ambiental. Serão produzidas mudas de 20 espécies existentes na Mata Atlântica. Estima-se pelo menos 6.000 mudas por ano, com pretensão de atingir 12.000, conforme informou Uilton M. Campos, responsável pelo setor de manejo, à Revista do mencionado Parque.

É por meio de trabalhos como estes que a instituição potiguar procura cumprir sua função social e é o que nós realmente esperamos dela. A proteção ambiental se dá nos níveis individual e coletivo, em benefício da natureza e dos seres humanos. Para que se torne uma realidade constante, é necessário que as sociedades assumam o compromisso de conduzir as decisões necessárias e colocar em prática o que se encontra no plano teórico-discursivo.

Redação: AtoEscrito

Crédito das Imagens

Imagem destacada: Brasilvipnet; 1- praiasdenatal; 2- natal.rn.gov.br; 3- Canindé Soares; 4,5- zenite.nu

REFERÊNCIAS

COSTA, José Roberto V. O Sistema Solar no Parque. [s. d.]. Disponível em: http://www.zenite.nu. Acesso em: 25 fev. 2017.

PARQUE DA CIDADE EM REVISTA. Natal, ano 2, v. 2, n. 1, nov. 2016.

Levantamento florístico do Parque da Cidade amplia conhecimento sobre a Mata Atlântica no RN. 03 jan. 2017. Disponível em: http://blogdobg.com.br. Acesso em: 28 fev. 2017.

Nomes científicos e o correspondente nome popular das aves registradas na Zona de Proteção Ambiental 1 (ZPA-1) entre abril e junho de 2007, município de Natal, RN. (Anexo 8). Disponível em: http://natal.rn.gov.br. Acesso em: 2 mar. 2017.

 

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