Doze atrações incríveis para relembrar o FILE 2016

O Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE) se encerra hoje. Desde o dia 12 de julho o público teve a oportunidade de ver e interagir com grande variedade de instalações, obras de arte virtual, animações, games e videoarte. Foram expostos mais de 300 trabalhos, desenvolvidos por profissionais de 31 países.

O FILE, que completa 17 edições, foi um dos eventos culturais mais esperados do ano. Tendo curadoria de Ricardo Barreto e Paula Perissinotto, o propósito foi desconstruir a estética da arte convencional, unindo tecnologias contemporâneas às variadas formas de linguagem artística.

A exposição ocorre na sede da Fiesp e do Sesi, na Avenida Paulista, cidade de São Paulo. Das variadas atrações, destacamos algumas para relembrar momentos em que o grande evento tem convidado o espectador a “passar dos limites”.

1- O Tape São Paulo é um grande túnel feito com fita adesiva transparente. Para entrar no Tape, os visitantes precisam apenas tirar os sapatos e objetos pontiagudos; assim, podem escorregar na atração que tem capacidade de suportar o peso de quatro ou cinco pessoas por sessão.

A obra é criação dos artistas Sven Jonke, Christoph Katzler e Nikola Radeljkovic. A mesma teve imensa aceitação do público.

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2- A instalação Be Boy Be Girl, dos holandeses Frederik Duerinck e Marleine van der Werf, é uma obra multissensorial (visão, audição, tato e olfato). Nela, o visitante usa óculos especiais e é transportado a um cenário de praia no Havaí, onde vivencia as sensações do ambiente físico no corpo de um homem ou de uma mulher.

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3- The Indivisible é uma obra do artista japonês Norimichi Hirakawa. Trata-se de uma imensa parede onde são projetadas diversas imagens. As pessoas aproveitam a beleza e o colorido do local para fazer fotos.

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4- Robinson, escultura feita a partir de elementos de robótica e animação, foi projetada por Ting-Tong Chang. A peça faz parte do novo trabalho do artista, que pesquisa a história dos autômatos na Europa para criar visões utópicas.

Robinson

5- The Night Cafe é um ambiente imersivo de realidade virtual que permite explorar o universo do pintor Vincent van Gogh. O projeto é do norte-americano Mac Cauley.

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6- A instalação Vídeo-Boleba é composta por uma TV. Na gravação, dois meninos se revezam jogando bolinhas de gude que somem da tela e aparecem no plano material. O dispositivo confunde a percepção do observador ao criar “novos espaços”, articulando realidade material e mundo virtual.

video boleba

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7- Kalejdoskop é um objeto espacial, de som e cores. Qualquer pressão, seja com um dedo, mãos ou com o corpo inteiro, desloca as tintas, fazendo surgir  variadas imagens. Projeto de Karina Smigla-Bobinski.

Karina

8- Idealizada por Anaisa Franco, Expanded Eye é uma escultura interativa, composta por um olho gigante suspenso no teto. Ao olhar para determinada pessoa, projeta seus olhos dentro da escultura. Cada vez que o usuário piscar multiplica o número de olhos na projeção. A finalidade da obra é expandir a visão dos seres humanos, convidando-os a observarem a si mesmos.

Anaisa

9- Na instalação Sentido Único,  a projeção do deslizamento de água na escada em um vazamento constante convida o espectador a refletir sobre ausência e presença. Ausência da água que não está realmente ali, mas aparece por meio de imagens. O líquido que existe hoje e que poderá não existir amanhã mostra a relação do presente com o futuro. O trabalho foi desenvolvido por Angella Conte.

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10- Metamorphy é uma obra interativa, criação de Gregory Lasserre & Anais met den Ancxt. Aqui, o visitante é convidado a tocar e explorar a profundidade do véu semitransparente e com bastante elasticidade. Cada zona de interação no tecido revela efeitos visuais e sonoros quando o expectador está em contato com o objeto, que volta a ser rígido quando alguém deixa de tocá-lo.

Metamorphy

11- Ink Fall é uma obra interativa digital que coloca em movimento pinturas ancestrais da China. Há 3000 anos, os chineses começaram a pintar Shanshui (cachoeira e montanha) com nanquim, enfatizando a atmosfera fluida da água em movimento. Com a limitação das técnicas, o observador só podia perceber essa atmosfera através da imaginação.

O Ink Fall é um software que transforma essa imaginação em realidade. Quando o espectador toca a tela, sons de corda de koto são acionados e se fundem ao emocionante movimento das águas. O projeto é do chinês Seph Li.

ink fall

12- A criação de Marcio Ambrosio, Oups!, é uma sequência de animações, nas quais o visitante se transforma em ator. Ele entra em um espaço definido. Ali, uma câmera grava sua imagem que é projetada numa tela, em tamanho e tempo real. O visitante se vê participando das animações e estas seguem seus movimentos. Ao final, as sequências são estocadas em uma videoteca.    Oups

Redação: AtoEscrito

Fonte e Crédito das Imagens: file.org.br

 

 

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